Família de idosa denuncia hospital estadual e caos na saúde se agrava

A família de Jadilza Oliveira de Souza, de 62 anos, denunciou o Hospital Getúlio Vargas (HGV), no Recife, por falta de assistência médica especializada e falhas graves de comunicação. A idosa deu entrada na unidade no dia 20 de maio para realizar uma cirurgia reparadora. Os parentes afirmam, contudo, que a paciente não recebeu o suporte necessário no tempo devido, situação que agravou o seu quadro clínico geral.
Jadilza desenvolveu infecção, complicação no trato urinário e comprometimento da função renal durante o período de internação. Os médicos constataram a necessidade de terapias urgentes para o sistema urinário, mas a equipe do HGV não prestou a assistência com a rapidez exigida pela gravidade do caso. No dia 3 de junho, o hospital transferiu a idosa para o Hospital Barão de Lucena para a realização do tratamento considerado essencial.
A superlotação e a falta de vagas no Hospital Barão de Lucena impediram a internação da paciente. Por esse motivo, a idosa retornou ao HGV sem passar pela cirurgia necessária para a resolução do seu quadro. A família alega ainda que funcionários, coordenadores e a direção do Getúlio Vargas omitiram informações médicas e adotaram um comportamento desrespeitoso durante as tentativas de contato.
Os familiares pedem agora a intervenção imediata da Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco, do Ministério Público e da Defensoria Pública. O objetivo da ação é garantir o atendimento oportuno e barrar a evolução de sequelas renais irreversíveis. A denúncia invoca o artigo 196 da Constituição Federal para exigir que o Estado cumpra o dever de preservar a dignidade e a vida da paciente.




