Sindicato dos Professores critica salário de R$ 60 mil de Raquel, que deveria ser R$ 22 mil
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe) cobrou, nesta segunda-feira (14), em nota divulgada nas redes sociais, que Raquel Lyra (PSD) prorrogue os contratos de milhares de professores temporários da rede estadual de ensino encerrados em 2 de setembro. A medida, tomada às vésperas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), foi criticada em paralelo às denúncias de que a governadora recebe um salário de R$ 60 mil mensais como procuradora do Estado, três vezes mais do que teria direito como chefe do Poder Executivo estadual.
À luz da Constituição Federal, Raquel não teria como optar entre o salário de governadora ou de procuradora, mas vem fazendo isso com base em uma lei que ela mesma sancionou em janeiro de 2023, nos primeiros dias de seu governo. A denúncia sobre os supersalários de Raquel, que já teriam provocado um ônus de R$ 1,2 milhão aos cofres públicos, está na mira da Justiça após ação apresentada pelo advogado Pedro Josephi.
O caso vêm gerando desgaste à candidata em meio ao processo eleitoral. No caso do Sintepe, a crítica ocorre porque, diferentemente dela, os professores demitidos não têm alternativa. “A direção do sindicato também se preocupa com a situação econômica desses profissionais, que deixam de receber seu salário sem ter nenhuma opção, diferentemente da governadora Raquel Lyra, que optou por receber a remuneração vinculada ao seu cargo de origem, de procuradora do Estado (cerca de R$ 60 mil, segundo a imprensa), em vez do subsídio correspondente ao exercício do mandato de governadora, de cerca de R$ 22 mil), afirmou a entidade.




