Região Metropolitana do Recife

Servidores da Prefeitura de Camaragibe deixam de trabalhar para tentar hostilizar João Campos

Servidores ligados ao Controle Urbano da Prefeitura de Camaragibe deixaram de trabalhar para tentar hostilizar João Campos (PSB), nesta quinta-feira (13), no centro do município. O grupo composto por seis homens e uma mulher se concentrou próximo a uma banca do comércio popular para gritar palavras de ordem contra o candidato a governador, não recebendo adesão sequer de quem estava em volta, o que reforça os indícios de uma ação orquestrada. Já o ex-prefeito do Recife reuniu apoiadores, lideranças locais e foi recebido com carinho pela população que trabalha ou frequenta o local.

O episódio reforça as suspeitas sobre a existência de um gabinete do ódio ligado a apoiadores da governadora Raquel Lyra (PSD), o que já está em investigação pela Polícia Federal. Nos últimos meses, outras hostilidades forjadas já foram registradas durante agendas de João Campos. Em junho, por exemplo, um servidor do gabinete da vice-governadora Priscila Krause (PSD) foi filmado enquanto xingava o candidato do PSB para fazer parecer que se tratava de um movimento espontâneo da população. Em julho, dois funcionários da Prefeitura de Igarassu foram flagrados fazendo o mesmo.

Em Camaragibe, local do caso de hoje, o prefeito é Diego Cabral (PSD), que começou o processo eleitoral de 2024 em baixa nas pesquisas e só conseguiu ser eleito depois que uma articulação entre João Campos e o então ministro Silvio Costa Filho (Republicanos) viabilizou a retirada de pré-candidaturas competitivas dentro do PSB. Já na prefeitura, Diego traiu a ambos, anunciou apoio à governadora Raquel Lyra e mudou de deputado federal, passando a pedir votos para Daniel Coelho (PSD).

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