Paciente recém-operada é atingida por queda de teto no Hospital da Restauração
Incidente ocorreu na sala de recuperação anestésica e obrigou mulher a retornar ao centro cirúrgico; caso reforça série de problemas estruturais na rede estadual de saúde

O que deveria marcar o início da recuperação de uma paciente acabou se transformando em mais um episódio de preocupação dentro do Hospital da Restauração (HR), no Recife. Poucos minutos após passar por uma cirurgia vascular, a mulher foi atingida pelo desabamento de parte do teto da Sala de Recuperação Anestésica, onde permanecia sob observação. De acordo com relatos de profissionais da unidade, ela sofreu o impacto dos destroços e precisou ser levada novamente ao centro cirúrgico para receber atendimento.
Imagens feitas no local mostram um grande buraco no forro, placas de gesso espalhadas pelo chão e equipes atuando na retirada dos escombros enquanto o hospital mantinha o funcionamento. O episódio reacende o alerta sobre as condições estruturais do maior hospital de urgência e emergência de Pernambuco e se soma a uma sequência de ocorrências semelhantes registradas na rede estadual.
Em maio deste ano, outro desabamento foi registrado no Hospital da Restauração, quando parte do teto do 7º andar cedeu e abriu um buraco em um dos corredores da unidade. Na ocasião, a Secretaria Estadual de Saúde informou que a área atingida ainda não havia sido contemplada pelas obras de requalificação.
Os problemas, no entanto, não se restringem ao HR. Nos últimos meses, o Hospital Agamenon Magalhães também acumulou registros de desabamentos, infiltrações e riscos estruturais em diferentes setores, além da repercussão provocada por imagens que mostraram a presença de ratos nas dependências da unidade.
Os novos episódios contrastam com o discurso do Governo de Pernambuco de que está promovendo a maior reforma da história do Hospital da Restauração, com investimentos milionários em obras de modernização. Enquanto as intervenções seguem sendo anunciadas, pacientes e profissionais continuam convivendo com situações que colocam em xeque a segurança da estrutura física dos hospitais da rede estadual.




