Pernambuco

Caso Logo Caruaruense completa cinco meses sem respostas concretas do governo estadual

Em janeiro deste ano, denúncias revelaram que a Logo Caruaruense, empresa de ônibus pertencente à família da governadora Raquel Lyra operava com licenças vencidas desde 2022 e sem passar pelas vistorias obrigatórias de segurança.

Embora o escândalo tenha provocado a queda do presidente da Empresa Pernambucana de Transporte Intermunicipal (EPTI) em fevereiro e o repasse emergencial das linhas para outra concessionária, o Palácio do Campo das Princesas ainda não apontou quem foram os responsáveis diretos pela omissão de uma empresa tão ligada a Raquel.

Passados cinco meses do início das denúncias, neste mês de junho de 2026, o governo estadual mantém silêncio sobre a apuração interna, sem esclarecer quais servidores ou diretores da EPTI autorizaram ou acobertaram a falta de fiscalização que beneficiou a empresa familiar por três anos.

Diante do silêncio oficial, fica a pergunta: quem, afinal, operou a blindagem administrativa que permitiu à empresa da família da governadora rodar à margem da lei por tanto tempo, e até quando o Palácio tratará a queda de um presidente como desculpa para esconder os verdadeiros culpados?

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