Política

Valdemar admite que houve plano de golpe no fim do governo Bolsonaro

Presidente do PL reconheceu articulação no fim do governo Bolsonaro, mas depois afirmou que novo plano jamais seria cogitado

Fonte: Metrópoles

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, reconheceu nesta quarta-feira (7/10) que houve um planejamento para um golpe de Estado no fim do governo de Jair Bolsonaro, após a derrota do então presidente para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2022.

“Não tenha dúvidas. Quantos planejamentos você não faz e vê que depois ‘que está errado’ e para no meio?”, afirmou Valdemar ao ser questionado se reconhecia que houve planejamento de um golpe.

 

Ainda quando questionado se poderia garantir que uma articulação semelhante não ocorreria em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, Valdemar respondeu: “Sei lá, sei lá. Pode haver planejamento, não existe isso. Isso deu certo? Olha o Bolsonaro o que tá pagando? Você acha que alguém quer fazer isso? Nunca, jamais”.

As declarações foram feitas durante entrevista ao programa Timeline, da Rádio Gaúcha. Irritado com a insistência dos entrevistadores sobre a possibilidade de repetição da articulação, o dirigente partidário afirmou inicialmente que poderia haver planejamento, mas, na sequência, disse que “nunca, jamais” uma nova tentativa seria cogitada.

Valdemar defende anistia

Durante a entrevista, o presidente do PL também defendeu a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023 e afirmou que o planejamento de um golpe, por si só, não deveria ser considerado crime.

Ao comentar a possibilidade de anistiar militares presos, Valdemar afirmou que a intenção seria “soltar todos os militares que estão presos injustamente”.

“A lei diz que você pode planejar um assassinato, mas se você não assassinou o camarada, e não tentou, não é crime. Tudo bem, discutiram de dar o golpe, mas não deram o golpe, e daí?”, declarou.

Condenação de Jair Bolsonaro

  • Jair Bolsonaro foi condenado pelo STF a 27 anos e 3 meses de prisão.
  • A pena foi aplicada pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
  • A investigação apontou que a articulação buscava impedir a posse de Lula após a eleição de 2022.
  • O STF considerou Bolsonaro líder da organização criminosa envolvida na tentativa de golpe.
  • O ex-presidente está em prisão domiciliar.
  • Em julho deste ano, o ministro Alexandre de Moraes decidiu manter a medida, considerando a melhora do quadro de saúde de Bolsonaro e a ausência de falta grave no período.

Plano Punhal Verde e Amarelo

Entre os elementos analisados na investigação esteve o chamado plano “Punhal Verde e Amarelo”, que, segundo a Polícia Federal, previa ações contra o presidente Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes.

As investigações apontaram ainda que militares das Forças Especiais teriam monitorado Moraes em dezembro de 2022 e avaliado possibilidades de prendê-lo ou assassiná-lo.

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