Justiça recebe vídeo de colagem de cartazes apócrifos contra João Campos
Ação criminosa foi flagrada há mais de um mês por câmera de videomonitoramento na região central do Recife. Coligação de Campos junta material a uma ação já impetrada por possíveis abusos de poder político e econômico da atual gestão do governo do Estado
A Frente Popular de Pernambuco acionou a Justiça, nesta quarta-feira (2), com um pedido de investigação relativo a um vídeo em que três pessoas aparecem colando cartazes apócrifos contra o candidato João Campos no Recife. A solicitação se junta à Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) impetrada pela coligação na última quinta-feira (27/08) relativa a eventuais abusos de poder político e econômico por parte da atual gestão do governo do Estado. No vídeo, os homens colam cartazes ofensivos a Campos em poste da Travessa Tiradentes, em frente ao número 222, no Bairro do Recife – área central da capital. O vídeo foi registrado na madrugada do dia 1º de agosto.
“O que surge agora é uma nova e relevante porta de entrada probatória para que se descubra aquilo que, desde o primeiro momento, a coligação pediu que fosse investigado: quem estava por trás da produção, distribuição, financiamento e instalação massiva dessa propaganda negativa”, diz o texto do pedido encaminhado à Justiça. Os advogados alegam que não se pretende afirmar, a partir de 36 segundos de vídeo, quem determinou a produção dos cartazes ou quem suportou financeiramente a operação. “Mas depois da obtenção de uma gravação que flagra a própria instalação do material, já não é razoável permitir que a investigação permaneça limitada às fotografias dos cartazes depois de prontos. A prova, portanto, é particularmente valiosa não porque encerre a investigação, mas precisamente porque permite iniciá-la a partir de elementos concretos”.
O jurídico da Frente Popular sustenta que o material não apareceu do nada nos espaços urbanos. “Houve execução humana concreta, organizada no local, em período noturno, mediante atuação coordenada de pessoas que portavam e afixaram sucessivamente os impressos. A identificação dessas pessoas constitui, portanto, providência investigativa elementar. Uma vez identificados os responsáveis materiais pela colagem, será possível apurar quem os contratou; de quem receberam os impressos; quem lhes forneceu os endereços ou o roteiro dos locais; quantos pontos foram alcançados; que veículo foi utilizado; onde o material foi retirado; qual empresa gráfica realizou sua impressão; quem efetuou o pagamento; e mediante qual instrumento ou meio financeiro”.
AIJE – A ação impetrada no final de agosto pela Frente Popular já trazia graves denúncias sobre a colagem de cartazes apócrifos contra o candidato. A AIJE pede, entre outras coisas, a investigação de uma estrutura destinada à difamação de João Campos nas redes sociais. A coligação também solicita investigações sobre os gastos do governo do Estado com publicidade, além de agências que estariam por trás de pagamentos a um suposto “gabinete do ódio” contra Campos. As investigações, no entender da Frente Popular, também deveriam se estender ao uso de ônibus oficiais para transportar pessoas para convenção de Raquel Lyra no Recife, além do uso, por parte da própria governadora, para agendas político-partidárias, de um avião do governo destinado a socorro aeromédico.




