Servidor do gabinete de Priscila Krause flagrado atacando João Campos ganha mais de R$ 10 mil mensais dos cofres públicos

Nomeado na Vice-Governadoria de Pernambuco, o servidor José Ronaldo Moura da Silva — flagrado articulando vaias contra o pré-candidato João Campos, em Gravatá — ganha mais de R$ 10 mil mensais dos cofres estaduais. Segundo dados públicos do Portal da Transparência, ele recebeu exatos R$ 10.174,76 de salário no mês de maio. Dinheiro pago com o imposto do contribuinte pernambucano que, em vez de disputa partidária, espera ver políticas públicas eficientes na ponta.
José Ronaldo, que atua como gerente-geral de Articulação da Vice-Governadoria, foi pego incitando provocações ao ex-prefeito do Recife no Mercado Público de Gravatá, em ato da pré-campanha do socialista. Após o episódio repercutir, ele fechou suas redes sociais, onde exibia fotos com a governadora Raquel Lyra e a vice Priscila Krause. O caso reforça as denúncias da oposição sobre a existência de uma estrutura de “militância paga” financiada pelo Estado, o chamado Gabinete do Ódio de Raquel.
A conduta do servidor afronta a legislação vigente. A Lei de Improbidade Administrativa (Lei nº 8.429/92) veda o uso de recursos, bens ou pessoal da administração para fins particulares ou político-partidários, configurando desvio de finalidade e enriquecimento ilícito do agente que usa o horário de expediente para fins eleitorais. As sanções podem incluir a perda da função pública, suspensão dos direitos políticos e a obrigação de ressarcir o erário.
Além disso, a Lei das Eleições (Lei nº 9.504/97) proíbe rigorosamente condutas vedadas a agentes públicos que possam desequilibrar o pleito. O abuso de poder político e econômico no período que antecede as eleições pode resultar na inelegibilidade por oito anos, além de impactar diretamente o registro ou diploma dos pré-candidatos beneficiados pela ação.




