Política

DenaSUS encaminha à PF relatório sobre irregularidades em hospital ligado a Priscila Krause

O Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (DenaSUS) remeteu à Polícia Federal (PF) um relatório com comprovações sobre irregularidades no Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, que tem como sócio Jorge Branco Neto, marido da vice-governadora Priscila Krause (PSD). O documento, tornado público no fim de agosto, constatou que a unidade de saúde foi cenário de procedimentos forjados, pagamentos indevidos e um prejuízo de quase R$ 1 milhão aos cofres públicos, além de suposto direcionamento na contratação pela gestão da governadora Raquel Lyra (PSD).

O relatório foi encaminhado pelo diretor do DenaSUS, Rafael Bruxelas Parra, em 27 de agosto deste ano. No documento, o gestor solicita ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, que adote “as providências que julgar cabíveis”. O encaminhamento também foi feito à superintendente da Polícia Federal em Pernambuco, Adriana Albuquerque de Vasconcelos.

O DenaSUS iniciou as investigações em fevereiro, após solicitação da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Na época, deputados da Comissão de Saúde e Assistência Social da casa indicaram um aumento atípico em repasses para o hospital privado, que fica em Garanhuns, no Agreste de Pernambuco. Em março de 2025, por exemplo, durante um período de interinidade de Priscila Krause à frente do Governo do Estado, 25 pagamentos foram feitos à unidade em apenas 15 dias, totalizando R$ 3 milhões. O departamento federal analisou R$ 55,8 milhões em recursos repassados nos últimos anos.

Na área de oncologia, a fiscalização analisou 60 Autorizações de Internação Hospitalar (AIHs) e encontrou inconsistências em 33 delas. Segundo o DenaSUS, as cobranças eram incompatíveis com dados disponíveis nos prontuários dos pacientes. O relatório registrou ainda problemas em outras 113 autorizações relacionadas a procedimentos sequenciais, além de apontamentos referentes a atendimentos de quimioterapia e hormonioterapia. Já na hemodiálise, os auditores questionaram a documentação de 90 sessões sem registros considerados suficientes para comprovar a execução desses atendimentos.

of 23. Polícia Federal

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