Pernambuco

Escândalos de família cercam Raquel Lyra com pedido da PF contra Priscila Krause

Dizem que na política o que ontem era vendido como “gestão técnica”, hoje pode virar caso de polícia. A manchete que chocou o Palácio do Campo das Princesas nesta segunda-feira (22) traz o pior cenário possível para a governadora Raquel Lyra: a Polícia Federal pediu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) a abertura de investigação contra a sua vice, Priscila Krause. O motivo é o destino de repasses milionários ao Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Garanhuns, que pertence à família do marido da vice-governadora.

É o legítimo caso onde o discurso de austeridade esbarra na generosidade do foro íntimo. A denúncia sobre os R$ 25,1 milhões destinados à unidade privada já vinha tirando o sono do governo, mas o requinte de maldade ética, o verdadeiro “suco” de eficiência palaciana, foi a revelação de que a própria Priscila, num daqueles dias como governadora em exercício, liberou R$ 3 milhões para o hospital do companheiro em apenas 15 dias. É a eficiência afetiva da gestão.

Agora, com a PF batendo à porta do STJ, o Palácio, que passou os últimos meses tentando justificar canteiros vazios e os ônibus da Logo Caruaruense (da família de Raquel) rodando sem vistoria, ganha uma nova e pesadíssima crise para administrar. A apenas cinco meses de o escândalo dos transportes do pai da governadora vir à tona, a vidraça quebra do lado da vice. Para quem prometeu “destravar” Pernambuco com base na moralidade, a gestão parece ter destravado, primeiro, os cofres para os parentes.

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