Direita conservadora fecha com Raquel Lyra e expõe racha na chapa da governadora

A aproximação do Palácio do Campo das Princesas com a ala bolsonarista do estado ganhou contornos definitivos. A presença da governadora no congresso da Assembleia de Deus Novas de Paz, ao lado de Clarissa Tércio (PP) (parlamentar que ganhou projeção ao tentar barrar o aborto legal de uma criança vítima de violência sexual em 2020), evidencia o compromisso da gestão com o conservadorismo radical. O aceno é reforçado pelo apoio de lideranças como Gilson Machado, a família Collins, e principalmente o lançamento da candidatura avulsa de Mendonça Filho (PL) ao Senado, que fragmentou o palanque governista e deixou rachaduras na base de Raquel Lyra.
A consolidação dessa aliança escancara a encruzilhada da pré-campanha e coloca o deputado Túlio Gadêlha (PSD) em uma posição vergonhosa. Escalado para tentar aproximar a gestão do eleitorado progressista, a tentativa perde força com os sucessivos gestos de Raquel à extrema-direita. Enquanto a governadora posa ao lado dos principais nomes do bolsonarismo pernambucano, o discurso de diálogo com a esquerda perde qualquer credibilidade frente ao eleitor.



