Mulher denuncia retirada de rim e bexiga perfurada após cirurgia no Hospital Getúlio Vargas
Mesmo após recomendação e acompanhamento do Ministério Público, moradora da Mata Sul afirma que ainda espera por cirurgia para corrigir sequelas do procedimento

Uma moradora de São Benedito do Sul, na Mata Sul de Pernambuco, Nilza Vieira de Moura Oliveira, de 58 anos, afirma viver um drama que já dura dois anos após uma cirurgia realizada no Hospital Getúlio Vargas (HGV), no Recife. Segundo a família, ela procurou atendimento para retirada de pedras nos rins, mas saiu do procedimento sem um dos rins e com a bexiga perfurada.
De acordo com o relato dos familiares, durante a cirurgia foi retirado um rim que, segundo a equipe médica, apresentava atrofia. A família também sustenta que houve perfuração da bexiga durante o procedimento. Desde então, Nilza convive com perda involuntária de urina, necessita do uso constante de fraldas e enfrenta gastos com medicamentos e pomadas para assaduras.
“Retiraram meu rim, perfuraram minha bexiga e hoje eu não consigo nem sair de casa porque fico me urinando. Eu não saio de casa mais pra nada”, relata a paciente.
O marido, Francisco, afirma que a família enfrenta dificuldades para obter respostas sobre o caso. Segundo ele, durante o período de internação chegou a ser retirado da sala onde buscava esclarecimentos junto à equipe médica. Desde então, o casal passou a buscar apoio para tentar garantir tratamento e reparação pelos danos.
O caso chegou ao Ministério Público de Pernambuco. Em documento encaminhado pela direção do Hospital Getúlio Vargas à 11ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania da Capital (Saúde), em agosto de 2025, o hospital informou que a paciente já possuía programação cirúrgica agendada e seria chamada para internação para complementação de exames pré-operatórios e programação do procedimento. O ofício foi encaminhado à promotora de Justiça Eleonora Marlise Silva Rodrigues e integra procedimento acompanhado pelo Ministério Público.
Apesar dessa informação encaminhada por parte da direção do hospital, a família afirma que continua aguardando a solução. Enquanto isso, Nilza Nilza convive diariamente com as sequelas e aguarda um procedimento para reparar a perfuração feita na bexiga e tentar retomar suas atividades.




