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Pernambuco

Avança no TCE apuração sobre irregularidades em empresa que teve Raquel Lyra como sócia

O Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE) avançou recentemente na apuração de irregularidades envolvendo a empresa de transportes Logo Caruaruense, que teve a governadora Raquel Lyra como sócia até o período que antecedeu sua chegada ao governo estadual. Informações de bastidor indicam que o processo, que vinha tramitando em ritmo moderado, ganhou celeridade no órgão de controle. O foco da investigação reside na operação de linhas de transporte intermunicipal sem contrato de concessão válido, baseando-se em permissões precárias que se estendem por décadas sem a devida licitação pública.

O caso ganhou contornos de escândalo quando foi revelado que a governadora mantinha participação societária em uma empresa que atuava em um setor regulado pelo próprio estado. Na época da repercussão negativa, Raquel Lyra teria orientado seu pai, o ex-governador João Lyra Neto, a encerrar as atividades ou transferir o controle da empresa para evitar que o desgaste político contaminasse sua gestão. O movimento de fechamento da Logo Caruaruense foi lido por observadores políticos como uma tentativa de blindagem jurídica e de imagem, uma vez que a empresa operava em um limbo administrativo que questionava a isenção da fiscalização estadual.

Dados colhidos em investigações anteriores apontam que a caruaruense operava rotas estratégicas no agreste pernambucano sem nunca ter passado por um certame licitatório formal. O tribunal de contas agora busca detalhar se houve favorecimento ou omissão por parte da Empresa Pernambucana de Transporte Intermunicipal (EPTI) na fiscalização dessas rotas enquanto a família Lyra detinha o controle do negócio. A movimentação atual no tribunal sugere que os auditores estão analisando o passivo deixado pela empresa e as circunstâncias sob as quais o serviço foi prestado durante os anos de sociedade da atual gestora.

Apesar da tentativa de desvinculação familiar com o encerramento gradual das operações da marca após o início do governo, o tribunal foca na responsabilidade administrativa e nos possíveis prejuízos ao erário decorrentes da falta de concorrência pública. O avanço das investigações coloca o governo em uma posição de prestar esclarecimentos sobre um modelo de transporte que, por anos, foi operado por grupos economicamente ligados à cúpula política do estado, expondo as fragilidades de um sistema que ainda carece de modernização e transparência em suas concessões.

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